Olá, fale conosco 11 2478 7480

Não basta ser bom, tem que parecer bom!

Não basta ser bom, tem que parecer bom!

 

Parafraseando o provérbio atribuído ao imperador romano César referindo-se a sua mulher “…não basta ser honesta, deve parecer honesta“, o mesmo vale para seu produto. Embalagens com uma comunicação deficiente não agregam nada a seu produto. Pelo contrário, em segmentos competitivos como o de produtos de limpeza onde há uma enxurrada de concorrentes,  a qualidade do seu produto pode ser colocada em dúvida por conta da embalagem. Mas apesar da crise econômica o setor de limpeza traz oportunidades para as marcas pequenas crescerem e isto já está acontecendo. De acordo com o Datamark muitos consumidores trocaram as marcas líderes por opções mais baratas. O problema é que muitas destas marcas não aproveitam a oportunidade para fidelizar o consumidor.

A falta de uma cultura de design nas médias e pequenas empresas é o maior problema, uma vez que o investimento em design de embalagem, merchandising e branding é acessível. Ter uma decoração na embalagem é obrigatório para qualquer produto vendido no varejo, agora ter um design mal feito é uma opção da empresa. Quando digo mal feito me refiro não só a questão estética que por si só já é importante, mas a questão está na estratégia de comunicação e na necessidade de criar vínculos entre a marca e o consumidor. Se mesmo as marcas líderes em tempos de crise são trocadas, então imagina aquelas que são compradas apenas por serem mais baratas. Valor é algo intangível uma vez que a marca tem o valor e a personalidade que as pessoas atribuem e convenhamos que no caso de limpeza muitos produtos tem a mesma fórmula.

Um exemplo de como o design pode transformar um produto e agregar valor a marca está em Marox. Comparando o rótulo antigo e o atual podemos ver o poder transformador do design. O frasco continua o mesmo e o custo de impressão o mesmo, o investimento do cliente está do re-design do rótulo e da marca. As novas embalagens apresentam Marox ao consumidor com uma personalidade atraente, segura e objetiva, uma marca que sabe a que veio e mostra no ponto-de-venda porque deve ser escolhida.

Vamos analisar os detalhes do rótulo. A área reservada para a marca ganhou destaque ocupando metade do front e a outra metade traz uma imagem indicativa de uso. Informação fundamental nesta categoria de concentrados é o rendimento que está em destaque em um splash. Os detalhes da marca e dos elementos gráficos trazem brilhos e rastros que transmitem a sensação de limpeza e agilidade, dois atributos valorizados pelo usuário do produto que busca eficiência.

As marcas são entidades vivas, uma mudança de rótulo deve fazer parte de uma estratégia contínua de branding que deve se estender ao merchandising, mídias sociais e outros pontos de contato para estreitar os laços afetivos e fazer que a marca fique sempre na lembrança do consumidor, não apenas seja lembrada nos momentos de crise, quando o cliente não tiver como comprar a marca líder. Portanto, investir no design de forma estratégica é questão de sobrevivência neste mercado cuja tendência pós-crise é o consumidor migrar para produtos de maior valor agregado. Espero que as empresas não fiquem esperando perder mercado. Afinal, não basta investir em embalagem, tem que investir com qualidade!

Rogério Wittmann é designer, professor e diretor na FW8 Design.

 

Deixe uma resposta

Ligue 11 2478 7480

atendimento@fw8design.com.br

CSS Av. das Nações Unidas 18801 cj 825
Ed. Novamérica CEP 04795-100
São Paulo SP Brasil