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Qual o futuro do consumo e do design?

Qual o futuro do consumo e do design?

Semana passada participamos do evento O Futuro do Consumo organizado pela Proteste. As palestras e debates foram sobre a Indústria 4.0, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Futuro da Embalagem e Comportamento dos Novos Consumidores. Todos os temas  apontam para profundas mudanças no modo de produzir e consumir produtos e embalagens para a próxima década. Afinal, o consumidor é a ponto de partida e chegada de qualquer projeto de embalagem.

Dentre as mudanças que o futuro reserva para a indústria, está a aplicação da tecnologia para virtualizar os processos produtivos, permitir a flexibilização da produção e criar fábricas modulares que se adaptam de acordo com a demanda. O chamado big data vai efetivamente se traduzir em mudanças nas cadeias de produção e logística. O resultado destas mudanças é que em um futuro não muito distante, a indústria vai entregar para seus clientes produtos personalizados, mudando as relações dos usuários com o modo de consumir.

Do lado do consumidor as discussões giraram em torno da influência da moda e da arte nas decisões de compra. Está cada vez mais complexo para as marcas lidarem com as tendências e cada vez mais difícil entender a cabeça dos consumidores. Um ponto que todos concordam e abordamos em outro artigo deste blog é que as experiências reais e virtuais não serão vistas como separadas, ainda mais com a popularização do IoT.  O varejo também sofrerá mudanças porque os canais de venda, como as lojas físicas devem perder a hegemonia para a compra virtual.

Já no painel sobre o futuro da embalagem organizado pela ABRE as discussões ficaram em torno dos materiais para embalagem, impacto das tecnologias no projeto de embalagem, acessibilidade e meio ambiente. Os dilemas conhecidos da embalagem como proteção do produto, experiência de uso, comunicação e sustentabilidade devem agora conviver com novos dilemas que estão surgindo com as mudanças de produção e consumo. Será que no futuro vamos ter o IoP (Internet of Packagings)?

Diante de tudo que foi exposto e discutido por especialistas das mais diversas áreas no evento fica a pergunta: Qual o futuro do design? 

A função do design nada mais é que fazer a interface entre tecnologias e pessoas. A evolução das tecnologias digitais que levou a integração dos aspectos físico e virtual, está mudando a relação entre ambos exigindo uma interface mais complexa. Neste cenário, as inovações tendem cada vez mais a se darem no modelo de negócio (Business Model Innovation) do que apenas no produto final. Para ficar mais claro, o extinto Ipod da Apple não poderia revolucionar a indústria da música sem o Itunes que é o ambiente que proporciona a experiência e gera receitas vendendo músicas. Da mesma forma, a Nespresso não vende simplesmente máquinas e café, mas fornece uma experiência de consumo. Poderia citar outros exemplos, mas a mensagem essencial é que o designer têm que se preparar para lidar com interfaces mais complexas e pensar não mais na árvore e sim na floresta toda, ou seja, não apenas no projeto do produto tangível e sim no sistema que ele se insere.

No futuro as divisões tradicionais como design de produto, gráfico e serviço tendem a se integrarem. Considerando que o escopo do projeto não será desenvolver uma embalagem ou um produto em si, mas em criar um ecossistema para aquele produto. Portanto, o designer deve se preparar para atuar em um cenário de projetos cada vez mais multidisciplinares, onde produto, embalagem, promoção e branding devem ser pensados para plataformas diferentes, ao mesmo tempo que precisam ser simples para o consumidor. Além de tudo precisam resultar em valor para as marcas.

Rogério Wittmann é designer, professor e diretor na FW8 Design.

 

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